sexta-feira, 13 de julho de 2012

23º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Antiga

Juiz de Fora se transforma, a partir do próximo domingo, dia 15, até o dia 29, em templo de celebração da música com o 23º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga. Nomes brasileiros e estrangeiros de primeira grandeza marcarão presença em 30 concertos, todos gratuitos, com expoentes como o Ricercar Consort (Bélgica), o More Hispano (Espanha), o pianista Arnaldo Cohen, o violonista Yamandu Costa. Duas formações premiadas – Orquestra Ouro Preto e Orquestra Filarmônica de Minas Gerais – abrem e encerram a primeira edição realizada conjuntamente pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e pelo Centro Cultural Pró-Música.
Criada em maio de 2000, a Orquestra Ouro Preto tem como proposta o desenvolvimento de repertório diversificado em gênero e épocas e a oferta de uma programação permanente. Em seu legado, destaca-se a gravação e o lançamento do disco latinidades, que no ano de 2007, foi indicado ao Grammy Latino, na categoria melhor disco.
Em seu quinto ano de vida, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais já figura entre as melhores orquestras do Brasil. Neste curto espaço de tempo, a orquestra foi reconhecida com dois importantes prêmios brasileiros: seu diretor artístico e regente titular, maestro Fabio Mechetti, recebeu o prêmio Carlos Gomes 2009 como melhor regente brasileiro; e a Filarmônica foi eleita o melhor grupo musical erudito de 2010 pela Associação Paulista de Críticos de Artes (Apca). Em 2012, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais realiza sua primeira turnê internacional com cinco concertos no Chile, na Argentina e no Uruguai.
O Festival amplia o espaço para a diversidade musical nas apresentações ao ar livre no Parque Halfeld e na Concha Acústica da UFJF.
Professores e cursos
Durante o festival, professores e estudiosos da música reúnem-se em Juiz de Fora para ensinar aos cerca de 700 inscritos, mas também para discutir os rumos desta arte e para ilustrar a plateia dos concertos.
Além de 36 cursos nas áreas de cordas, sopros, orquestras, vozes e didática da musicalização ministrados por 48 conceituados professores brasileiros e estrangeiros, o evento oferece master class internacional com integrantes do Ricercar Consort e palestras, ministradas por Paulo Bosísio, Homero Magalhães Filho, Rodolfo Valverde e César Villavicencio. O ponto de convergência entre conhecimento e performance é o bate-papo que antecede os concertos, toda noite, às 19h30, quando o professor Rodolfo Valverde fará comentários sobre as atrações e os programas dos recitais.
Também na esteira da transformação do Pró-Música, um dos mais premiados centros culturais do país, em núcleo da UFJF, por sua vez uma das mais bem avaliadas no ensino superior, está a retomada do Encontro de Musicologia Histórica. Em sua nona edição, o maior evento brasileiro do gênero em número de edições bienais, número de trabalhos publicados e duração temporal recebe pesquisadores convidados e inscritos.
Inscrições
Serão aceitas cerca de 700 inscrições. O evento, que tem o maior departamento de música antiga do país, oferece cursos de traverso, viola da gamba, violino, violoncelo, cravo, além de canto barroco. Entre as opções também estão os instrumentos modernos e as oficinas para crianças, como a de prática de orquestras. A formação de professores tem espaço com o curso de didática da musicalização infantil.
As inscrições podem ser feitas pelo o site do Pró-Música (www.promusica.org.br) até a véspera da abertura do evento, dependendo da disponibilidade de vagas. A taxa é de R$ 120 por curso em pagamento com cheque nominal ao Centro Cultural Pró-Música ou depósito no Banco do Brasil (agência 0024-8, conta 6745-8). No caso do depósito, o comprovante deve ser remetido junto com a ficha de inscrição por e-mail (promusica@terra.com.br) ou fax (32) 3216-4787.
Gravação de CD
A gravação do CD da Orquestra Barroca é um dos grandes momentos do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga. O grupo, formado por estrelas internacionais da música antiga, tem a mais longa discografia do gênero no país, tanto pelo número de CDs gravados quanto pela continuidade ao longo de anos ininterruptos. Na 23ª edição do Festival, a Orquestra Barroca grava o seu 13° álbum.
Em sua discografia, a formação inclui importantes obras do repertório europeu, compreendendo do período barroco ao clássico, e registrou pela primeira vez com instrumentos de época as mais representativas peças do período colonial brasileiro.
Neste ano, os músicos registram o barroco alemão, com obras de Georg Philipp Telemann, Johann Sebastian Bach e Johann Gottlieb Graun. Esses grandes compositores sintetizam o estilo musical da Alemanha do século XVIII. Vale destacar a primeira gravação com instrumentos de época feita no Brasil do célebre Concerto em lá menor para violino de Bach, confirmando o projeto de ineditismo da discografia do grupo.
Como já é tradicional, o CD inclui uma obra emblemática do período colonial brasileiro: o “Tercio”, de Emerico Lobo de Mesquita. “Apesar de breve, essa peça é a única composta nesta época – fins do século XVIII – em que se dispõe de um manuscrito autografado pelo compositor, numa belíssima escrita que permite aos músicos a interpretação diretamente da fonte original”, destaca o regente da Orquestra Barroca e diretor artístico do Festival, Luís Otávio Santos.
Entre os pontos altos da programação cultural do festival está a apresentação da Orquestra Barroca. O grupo participa da programação cultural em concerto no dia 16, às 20h30, no Cine-Theatro Central.
Artes plásticas
Com curadoria da Pró-Reitoria de Cultura (Procult) da UFJF, o festival terá três mostras de artes plásticas. A Galeria Renato de Almeida do Centro Cultural Pró-Música recebe “O som no tempo: a evolução dos instrumentos musicais”. Já o Museu de Arte Moderna Murilo Mendes será sede de duas exposições: “Il Guarany Carlos Gomes” – Serigrafias de Carlos Scliar, na Galeria Poliedro, e “Santos todos nós” – Cerâmicas de Hélio Siqueira, na Galeria Retratos-relâmpago.
O 23° Festival tem o patrocínio de Petrobras, UFJF, Cemig, Prefeitura de Juiz de Fora e ArcelorMittal; apoio de Leis Estadual e Federal de Incentivo à Cultura, Funalfa, Tribuna de Minas, TV Integração, Rumos Empresa Júnior de Turismo, Embaixada da Espanha no Brasil e Quilombo Comunicação.
Todas as informações, inclusive a ficha de inscrição, estão disponíveis no site do Centro Cultural Pró-Música
Outras informações: (32) 3216-4787 (Assessoria do Pró-Música)

Um comentário: